"As pessoas foram e, ainda, são frequentemente programadas para acreditar que são vítimas e que não têm controlo."
O que é uma crença?
Será que eu tenho ações baseadas em crenças?
De que forma as crenças podem ter influência no meu agir, mesmo que eu não tenha conhecido nem vivido com alguém da minha ancestralidade, fará sentido eu agir como essa pessoa?
É realmente possível, eu nunca ter conhecido a minha avó (por exemplo) e ter a mesma crença que ela tinha” os homens são uns fracos e não podemos confiar neles” e essas crenças influenciarem as minhas relações.
Falar de crenças exige mobilizar a perspetiva do autor e cientista Bruce Lipton, biólogo do desenvolvimento.
Este autor explica, fisiologicamente, de que forma as nossas emoções transformam as nossas células e como essa transformação pode ser transmitida através de gerações como memória celular e crenças limitantes. Este autor, reconhecido pela epigenética, ou seja, o estudo das características celulares e fisiológicas, ou dos fatores externos e ambientais, que ativam e desativam os nossos genes.
De acordo com este investigador, a atividade do gene pode mudar diariamente.
Se a perceção na nossa mente reflete -se na química de nosso corpo, e se o sistema nervoso lê e interpreta o ambiente e controla a química do sangue, então podemos, mudar o destino das nossas células alterando os nossos pensamentos. Na verdade, a sua pesquisa mostra que, ao mudar a nossa perceção, a nossa mente podemos alterar a atividade dos genes.
“A função da mente é criar coerência entre nossas crenças e a realidade que experimentamos”, disse Lipton. “O que isso significa é que a mente ajustará a biologia e o comportamento do corpo para se adequar às nossas crenças. “
Se nos disserem que iremos morrer em seis meses, a mente acredita nisso, provavelmente morrerá em seis meses. Isso chama-se o efeito nocebo, resultado de um pensamento negativo, que é o oposto do efeito placebo, onde a cura é mediada por um pensamento positivo.”
Isso determinará como nós sentimos (nossa percepção de mundo e de vida), e portanto produz uma determinada energia que atrai determinadas situações e pessoas com as quais ressoamos e, que complementam esta mesma energia.
Lipton faz a descrição desta história:
se estamos de olhos fechados, abrimos os olhos e vemos alguém que amamos, a nossa mente regista uma imagem do amor. Uma imagem de amor na mente é traduzida pelo cérebro numa química muito específica.
No estado de amor, o cérebro liberta dopamina, oxitocina e vasopressina._ Estas substâncias contribuem para ficarmos mais atraentes e o nosso parceiro permaneça connosco.
Mantendo o mesmo tipo de experiencia, ou seja, fechamos os olhos e quando abrimos, deparamos com uma situação que nos assusta. Em estado de medo, o cérebro liberta substâncias químicas associadas ao medo, que são hormonas do stress e agentes inflamatórios, alterando a química do meio de cultura.
Estas hormonas vão alterar o comportamento das células e expressar uma postura de proteção, que é antagônica ao crescimento. Na verdade, ele realmente cancela o crescimento. Os produtos químicos de proteção no sangue alocam energia para lutar ou fugir, preparando-se para fugir de um medo percebido.
As pessoas foram e ,ainda, são frequentemente programadas para acreditar que são vítimas e que não têm controlo.
A neurociência reconhece que o subconsciente controla 95% de nossas vidas.
Assim, se não acedermos a essa área, somos vitimas do determinismo genético.
Ao treinarmos a mudança de percepção, ao introduzir novas informações e uma nova forma de ver nossa história pessoal e familiar, produz-se uma mudança nas nossas emoções e na energia que emanamos. E isto leva à uma mudança nas situações e pessoas que atraímos em nossas vidas.
O “terreno” que herdamos de nosso clã é o nosso pré programa, são as nossas fragilidades familiares, que se tornarão nossas próprias fragilidades, caso não tenhamos consciência e não alterarmos a nossa visão.
É preciso identificar o que originou o problema, mudar a percepção sob aquele evento para podermos alcançar a cura, é preciso trabalhar não somente as situações vividas mas também nossas fragilidades familiares. Identificar, mudar o olhar, e curar.
Para isso, proponho aumentar a auto-consciência através da abordagem terapêutica gestat ou das constelações familiares. Podemos fazer diferente se tivermos consciência !