A minha missão é apoiar no processo de salto para a vida, de acordo com as suas necessidades.
A consciência de mim
Nasci na Lunda, Angola, em 1964. Vim para Portugal aos 5 anos, na sequência da doença da minha avó materna e da necessidade dos meus pais a apoiarem. Vivo em Lisboa desde essa altura e embora não tenha memórias concretas desta mudança, acredito que teve um impacto emocional muito importante no meu desenvolvimento e crescimento, e de certa forma, condicionou o modo como dou importância, na minha vida, ao CUIDAR dos outros.
Durante a minha escolaridade básica, fui uma criança/adolescente muito tímida e assustada. O facto de ser filha única de pais tardios, a mudança de ambiente família ou o convívio, maioritariamente com adultos, fizeram-me crescer e assumir responsabilidades cedo demais. Talvez, também, pelo facto da minha mãe ter desenvolvido um quadro de depressão pós-parto, me tenha colocado num lugar de cuidadora. Assim, fui testemunha e vivenciei, na primeira pessoa, a doença e a vulnerabilidade. Recordo-me que comecei a cuidar dos outros desde muito cedo.
Numa perspetiva mais alargada, a minha realidade foi-se construindo em conjunto com quem me rodeia, ou seja, fui-me co regulando. Todos os fatores familiares – um histórico de membros da família ligados às áreas da enfermagem e medicina -, e de contexto, tiveram um impacto significativo na minha primeira escolha profissional, a Enfermagem.
Exerci enfermagem na prestação direta de cuidados, durante cinco anos, num hospital público (em Unidade de Cuidados Intensivos e Serviço de Medicina). A exigência do trabalho por turnos tornou-se incompatível com o meu biorritmo e a decisão de constituir família, por isso, decidi enveredar pela área da docência através de concurso publico, iniciando a minha intervenção na formação de futuros enfermeiros.
Exerci a docência em enfermagem durante 33 anos, onde tive a oportunidade de coordenar cursos, departamentos, equipas, lecionar aulas, acompanhar estudantes do 1º e 2º ciclo em ensino clínico.
Em termos académicos, realizei a especialidade em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria, o Mestrado em Enfermagem e o Doutoramento em Enfermagem. Foram grandes os desafios deste último projeto, pois coincidiu com a partida da minha mãe, a doença do meu pai e o meu divórcio. E tal como se sabe o equilíbrio não é um lugar fixo, está sempre a ser definido, é um processo, pelo que me fui readaptando e reequilibrando
Resgatando o potencial
O meu trabalho envolveu e envolverá sempre pessoas, educação e crescimento. Sempre senti a relação com o Outro, como algo nutridor e resultado de uma co construção. Considero-me uma eterna aprendiza e procuro ser uma melhor pessoa e profissional, diariamente.
Encanta-me a natureza humana, o que me levou a desenvolver várias formações nesta área. De 2009 a 2013 realizei a formação de Counselling em Gestalt, onde tive a oportunidade de desenvolver as minhas competências nas dimensões teórica, emocional e instrumental na área da relação terapêutica.
Em 2020, e, mais uma vez, por que somos ecossistemas e vivemos em tribo, depois da vivência da pandemia, senti necessidade de realizar uma formação em Constelações Familiares. A pandemia permitiu-me desacelerar, estar muito mais atenta às minhas necessidades e ficou muito presente que a aparente falta de saúde de um elemento traz repercussões em toda a teia de relações. Senti, então, a necessidade de ter um olhar sistémico sobre os acontecimentos porque reconheço que termos apenas uma única lente para a realidade, pode ser altamente disfuncional. Este é também o motivo pelo qual me interessei pela psicogenealogia, que estou a descobrir neste momento.
Recentemente, escolhi dedicar-me de corpo e alma ao que mais amo, integrando todas as minhas vivencias e aprendizagens ao longo dos anos. Incorporo no acompanhamento terapêutico as várias abordagens em que me fui especializando, indo sempre ao encontro da Pessoa e das suas necessidades.
Nos meus tempos livres, gosto de caminhar em silêncio pela cidade ou, sempre que tenho mais disponibilidade, vou até zonas verdes e/ou junto ao mar. O contacto com a natureza nutre-me e promove o meu ser .
A descoberta de si mesmo
A vida atual coloca muitos desafios à nossa essência enquanto ser humanos. Por isso, para resolvermos os nossos problemas, temos de procurar fora de nós, a maior parte das vezes.
Um processo terapêutico pessoal promove a descoberta de autolimitações e fortalece-nos, não apenas quando existe uma problemática identificada, mas sempre que queremos aproximar-nos mais de nós. Ajuda-nos a:
- Reconhecer e expressar os sentimentos
- Estar em contato com as necessidades para poder satisfazê-las
- Melhorar a autoestima e a confiança
- Ter relacionamentos saudáveis
- Aprender a estabelecer limites
- Aumentar a sensação de satisfação, diminuindo a frustração
- Gerir as emoções
- Resgatar o potencial
Se o meu testemunho ressoou em si e, acredita que posso ajudar, por favor preencha o formulário e entrarei em contacto consigo o mais brevemente possível.