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O que queremos da vida?

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"Com tantas coisas que existem, o que posso dar
de diferente?"

Desde a pandemia, 2020, em que saia a passear com a minha cadela.
Em 2020 havia um silêncio, por um lado muito sedutor (do qual sinto muita falta, nos dias de hoje) por outro lado um silêncio que podia ser ensurdecedor, adquiri o hábito de ouvir podcast.

Enquanto passeio a minha cadela, vou ouvindo.

Desta vez, este pequeno texto surge pelo estimulo da audição do podcast “ A beleza das pequenas coisas” de Bernardo Mendonça e em especial ao episodio com a jornalista Isabel Lucas.

E porque decidi falar sobre este episódio?

Porque me identifiquei com algumas factos.

A exigência de si própria, procrastinação (que advém deste nível de exigência) com tantas coisas que existem, o que posso dar de diferente?

O que posso eu trazer de novo num mundo com tanta informação?

Andamos sem tempo para refletir, para ler, sentir, pensar, olhar para nós, para o outro
Ela faz referencia a Bruno Patino – A civilização do peixe vermelho-

O que são hoje vinte e quatro horas da vida da maior parte das pessoas?

Segundo este autor, gastamos cinco horas a olhar para o smartphone.

Centenas de mensagens, solicitações, informações, rumores, fotografias, vídeos.

Os dispositivos chamam-nos, aliciam-nos, apoderam-se de nós.

Incapazes de esperar ou de pensar, afogados no oceano das redes sociais e da internet, sob o controlo de algoritmos e de robôs.

A dependência digital é um modelo de negócio.
Debruça-se sobre várias questões, opto pela sua referência ao tempo de atenção do peixe vermelho que é de 7 segundos e refere que o humano tem um tempo de atenção de 8 segundos.

Neste mês de dezembro, essa azafama ainda está mais ao rubro. Existe uma voragem do tempo, do consumo, da correria… parece que o tempo não chega.

Será? O que estamos a fazer com a nossa vida, com o nosso tempo?

O que queremos da nossa vida?

Eu escolho recuperar o controlo da minha vida, recuperar a minha liberdade. Escolho estar presente no aqui e agora, estar presente. E para isso, necessito de estar consciente do que quero, do que necessito a cada momento para não entrar no “piloto automático”.